domingo, 13 de maio de 2012

Vinho e crianças: sim ou não?


O comentário ganhador do Concurso “Qultural” me induziu a algumas reflexões e perguntas. Vocês deixam ou deixariam um menor de idade tomar vinho?

Pessoalmente, como todo bom italiano, comecei a tomar vinho bem cedo, de criança mesmo: durante as refeições o meu avô costumava me servir um golinho diluído com água para me acostumar e o meu pai continuou me educando a beber responsavelmente da mesma forma, até me deixar tomar vinho puro quando adolescente (mas sempre em pequenas quantidades). Na Itália, como em outros Países do Velho Mundo, é uma questão cultural, lá a maioria dos pais faz isso. No meu caso gostei particularmente e depois quis aprofundar e estudar o assunto, mas mesmo os menos preparados, de uma forma geral, acabam tendo um paladar mais educado desde cedo.

É obvio que “moderação” tem que ser sempre a palavra-chave e que não podemos deixar menores tomando livremente álcool à vontade.
Mas por outro lado fico entediado na frente de campanhas falso-moralistas e das cruzadas proibicionistas, especialmente norte-americanas, que querem modificar os estilos de vida dos outros. Sinceramente fico mais preocupado com o elevado consumo de Coca-Cola, que é a primeira causa de obesidade infantil. E, segundo algumas recentes pesquisas, estes refrigerantes pareceriam conter até substancias cancerígenas. Já, pelo contrário, os efeitos benéficos do vinho seriam inúmeros (mas lembre-se da palavra-chave).

Além de tudo, acho que quem aprende a apreciar vinho (e álcool em geral) com moderação desde cedo dificilmente possa cair no vicio dos super-alcoolicos, verdadeira praga para a juventude mundial.

Enfim, não acho um pai que deixa o próprio filho se entupir de refrigerante mais responsável de um outro que o educa a um consumo consciente com um golinho de vinho uma vez ou outra.

O que vocês acham? Qual é a idade certa para começar a provar vinho? Uva fermentada ou química gaseificada?

3 comentários:

  1. Mário, concordo com você, mas realmente o assunto é polêmico. Eu também, como filho de italiano, sempre bebi vinho. Talvez não com a frequência dos meus primos na Itália, mas o que você escreve é bem familiar para mim. Vejo alguns amigos meus, por exemplo, que nunca tomaram vinho quando criança, mas que hoje se entopem de energético com vodka...ficam bêbados....acabam com uma garrafa de vodka em segundos....e, pelo que sei, vodka e energético não é que faz muito bem à saúde. Por outro lado, também entendo a preocupação dos pais....poderiam se sentir culpados se, no futuro, por acaso, um destes filhos se tornasse alcoólatra. No fundo, no fundo, depende muito do ambiente familiar, como a bebida é apresentada, como o exemplo dos pais é dado, e como esta criança cresce inserida neste contexto. Não acredito em uma atitude determinista...”Se fizer isso meu filho vai ser alcoólatra....Se fizer aquilo não vai ser”. No final, cada um tem o seu livre-arbítrio. Mas que uma educação (na família) que promova o consumo responsável é fundamental e vital, disso não tenho a menor dúvida.

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    Respostas
    1. Caro Ricardo,
      Obrigado pela sua contribuição.
      Abraço!

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  2. O vinho esta presente na cultura alimentar de muitos países, mas é correto recordar que os pais, no século 21, tem consciência dos efeitos do álcool no desenvolvimento das crianças e adolescentes, bem como conhecem as implicações legais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_legal_para_consumo_de_bebidas_alcoólicas#Europa
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Art. 81 II

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